A deputada estadual Camila Toscano usou a tribuna na Assembleia Legislativa da Paraíba, nesta terça-feira (3), para falar sobre os problemas na saúde pública do Estado e destacar a situação enfrentada pelo Hospital Regional de Guarabira. Segundo a parlamentar, a unidade sofre com atraso no pagamento de médicos, falta de especialistas em áreas essenciais e dificuldades no atendimento a pacientes que realizam hemodiálise.
A
parlamentar afirmou que há um contraste entre o discurso oficial e a realidade
enfrentada nos hospitais. “Existe uma Paraíba da propaganda, onde se diz que
não há filas e que está tudo funcionando. Mas existe a Paraíba real, vivida
pelas pessoas que precisam do hospital e encontram dificuldades. “Essa é a
Paraíba que a propaganda não mostra”, afirmou.
Durante o
pronunciamento, Camila listou denúncias encaminhadas por médicos e pacientes.
“Eu tenho recebido relatos, vídeos, comprovações de absurdos que estão
acontecendo na saúde da Paraíba. Recebi informações de que há laudos sendo
feitos de forma virtual, à distância, com erros grotescos. Estamos falando de
casos graves, como denúncia de aneurisma. Isso pode custar a vida de
paraibanos”, afirmou.
A deputada
também denunciou que partos estariam sendo realizados sem a presença de
obstetra e que há exames feitos no hospital sem médico para emitir laudo. “As
pessoas fazem exames e não têm quem laude. Isso não é algo pequeno. Quando
falamos de saúde, falamos de vida, de famílias”, disse.
Sobre a
hemodiálise, Camila relatou pedidos de socorro de pacientes. “Quem faz
hemodiálise já chega debilitado. Imagine passar por esse procedimento com medo
de um erro que pode custar sua vida. Recebi a informação de que uma nova
empresa deve assumir o serviço na próxima semana, e espero que isso se
confirme”, declarou.
A
parlamentar voltou a afirmar que médicos estariam com salários atrasados desde
agosto. “Quando denunciei aqui, disseram que era mentira. Mas os próprios
médicos continuam me enviando mensagens confirmando o atraso. Salário atrasado
fere a dignidade do profissional e compromete o funcionamento do hospital”,
disse.
Camila
alertou ainda que, apesar da reforma anunciada pelo Governo do Estado, o
Hospital Regional de Guarabira pode se tornar “um elefante branco” caso não
haja providências estruturais. “Não adianta ter prédio reformado se não tem
médico, se falta lençol, se pacientes ficam no corredor esperando atendimento,
se aguardam regulação por uma semana com problema cardíaco. Essa é a Paraíba
real”, criticou.
A deputada
também citou casos de pacientes que aguardaram dias por regulação para João
Pessoa e denunciou a interdição do Instituto Médico Legal (IML) de Guarabira
por falta de condições de higiene.
Pedidos de
informação – Camila já havia protocolado pedidos de informação direcionados ao
Governo do Estado e à Fundação Paraibana de Gestão em Saúde solicitando
esclarecimentos sobre o atraso no pagamento de médicos, a falta de
especialistas como obstetras, neurologistas e ortopedistas, a composição do
quadro profissional e o funcionamento da hemodiálise no Hospital Regional de
Guarabira, incluindo a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos e o
risco de interrupção do serviço.
A deputada
também encaminhou pedido de informação sobre as providências que serão adotadas
em relação ao IML de Guarabira, interditado por falta de condições de
funcionamento e que atendia cerca de 30 municípios da região.
Assessoria


Postar um comentário